Por que se preocupar com a segurança de dados em um hospital?

Em meio ao exponencial crescimento tecnológico e ao grande volume de dados que circulam pelas redes a cada segundo, estamos cada vez mais interconectados e, ao mesmo tempo, desprotegidos. Cada vez mais os dados de empresas são inseridos em sistemas virtuais ou em nuvem, sendo uma forma de armazenar mais informações e mantê-las mais “seguras” do que se estivessem em papéis impressos.

Com certeza, o armazenamento digital de documentos e dados proporcionou grande facilidades e retornos positivos para as empresas de diferentes ramos, uma vez que a enorme quantidade de dados, gerados por meio de registros eletrônicos, dispositivos médicos conectados à rede, sistemas de gestão e acompanhamento de pacientes podem ser utilizados com sucesso pela diretoria da clínica ou hospital.

Manter-se na era do papel é totalmente inviável nos dias de hoje, quando a agilidade e a concorrência são muito maiores.

A importância da segurança de dados

Em meio a essa nova realidade virtual e digital, outra preocupação surge: a segurança dos dados. Cada vez mais, hackers, vírus e outras formas de ameaças têm agido em diversos ambientes digitais, sendo verdadeiras ameaças para os dados e informações inseridas nos sistemas.

A maioria dessas ameaças tem como objetivo roubar dados de clientes para a aplicação de golpes ou até mesmo para exigir recompensas para as empresas em troca desses dados que foram roubados. Para as empresas que lidam com o armazenamento de dados informações pessoais de clientes, tais crimes podem ser muito prejudiciais para a empresa em diversos sentidos.

É o caso do setor de saúde. Hospitais, clínicas e centros médicos armazenam os dados dos pacientes, seus prontuários e dados de pagamentos em seu cotidiano. Por isso, esse é um dos setores que mais corre perigo de ataques virtuais, juntamente com bancos, empresas de investimentos, entre outras.

Um caso muito famoso, ocorrido em 2016, trouxa à tona a importância desse setor atentar-se à segurança dos dados dos pacientes. Uma ameaça digital batizada como Samsam foi descoberta pela Cisco para extrair e manipular informações sensíveis das redes de instituições de saúde, como hospitais e clínicas médicas.

A ameaça tinha o poder de criptografar dados hospitalares e impedir o acesso de qualquer um que não tivesse a chave a essas informações. Prontuários, exames, rotinas e dados pessoais dos pacientes estariam todos bloqueados. Para revelar a chave e ter os dados recuperados, os hackers exigiam o pagamento de um resgate.

Outro acontecimento marcante foi a invasão de hackers no sistema do Sistema Único de Saúde (SUS), que alterou os dados de mais de 2 milhões de pacientes. Mesmo pagando os valores exigidos pelos hackers para recuperar os dados, esse é um tipo de crime que pode perpetuar eternamente, uma vez que, mesmo depois de cumprir as exigências, os dados continuam na posse dos criminosos, que podem explorar ainda mais essa vulnerabilidade.

Ou seja, todo o tempo em que os dados ficaram sob o poder dos criminosos, muitos golpes puderam ser feitos, colocando em risco os pacientes e também as instituições. Isso só reforçou para o setor que assegurar os dados dos pacientes é de suma relevância.

A responsabilidade dos hospitais na segurança dos dados

A tecnologia tem sido uma grande propulsora na saúde. Cada vez mais esse setor tem investido em tecnologia para seus aparelhos e procedimentos técnico, e em excelentes infraestruturas de Tecnologia da Informação (TI), com data centers poderosos para auxiliar na gestão dos hospitais e clínicas.

O armazenamento de dados tem sido aprimorado e expandido, proporcionando maior controle e rapidez para o setor. Em sistemas robustos, conseguem armazenar dados pessoais dos pacientes, números de cartões de crédito, prontuários e muito mais.

Em decorrência, o volume de dados do setor aumentou consideravelmente, alcançando uma realidade informacional nova e ainda desconhecida para o setor. Em decorrência, a responsabilidade dos hospitais nos dados que são armazenados aumentou muito, uma vez que qualquer tipo de vazamento dos mesmos ou um ataque cibernético no servidor, obviamente, seria responsabilidade deles.

Os pacientes têm o direito de processar as empresas de saúde por não se preparem corretamente para assegurar seus dados que, após informados, ficam sob responsabilidade das empresas zelar por eles.

Por isso, é preciso investir ainda mais em tecnologias capazes de inibir essas ações criminosas, como softwares de gestão que contenham importantes certificações que garantam a integridade dos dados, um sistema robusto de auditoria e ainda políticas claras e efetivas de backup.

Uma invasão só acontece quando há falhas e gargalos na segurança desses sistemas, ou seja, uma falha em um software de criptografia pode ser a principal responsável pela invasão e roubo de dados.

Como se proteger?

A segurança da informação não pode ser vista como partes isoladas, ou seja, considerar que apenas um item deva ser remanejado para uma melhor segurança seja a solução de todo o sistema. A segurança de dados envolve uma cultura complexa, que é o conjunto de tecnologias, processos e pessoas que devem estar alinhados com práticas eficazes de segurança.

As empresas de saúde devem, antes de qualquer coisa, entender e pensar que a segurança não se trata de um custo, mas sim de um investimento.

Após esse entendimento, é preciso elencar quais são os recursos necessários para proteger os ativos de TI e as informações que são confidenciais e que mais precisam de segurança, de acordo com seu nível de criticidade para o negócio.

Depois de fazer esse levantamento, está na hora de elaborar um planejamento de segurança, definindo as medidas a serem tomadas junto à gestão.

Para começar, adquira um software de gestão que preze pela segurança em sua tecnologia. Atualmente, existem diversas ferramentas disponíveis para a limitação do acesso aos dados, a partir de um firewall e com a restrição de portas abertas nos servidores.

Outra solução é a simples exigência do credenciamento do usuário com login e senha para acessar certos conteúdos nos servidores da instituição de saúde.

Além disso, outras barreiras podem ser inseridas pelo sistema, como algoritmos de criptografia e a realização de backups automáticos para a preservação dos dados. Você pode optar também pelo armazenamento em nuvem, que tem sido uma das opções mais seguras atualmente para os dados.

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